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Dia Internacional da Fraternidade Humana

Um Apelo Universal que ecoa no coração da Maçonaria

Hoje assinala-se o Dia Internacional da Fraternidade Humana. Trata-se de uma data instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU) para recordar à Humanidade aquilo que, apesar de tantas vezes esquecido, constitui o seu fundamento mais profundo: a consciência de que todos os Seres Humanos partilham a mesma Dignidade, a mesma Origem e o mesmo Destino.

Este dia não é apenas uma celebração simbólica… É, sobretudo, um chamamento ético! Num mundo marcado pela fragmentação, pelo ruído permanente, pela polarização ideológica e pela tentação constante da exclusão, a Fraternidade surge como um antídoto silencioso e exigente. Não a Fraternidade ingénua ou retórica, mas aquela que se constrói com esforço, escuta, renúncia e responsabilidade.

Para um Maçon, a Fraternidade nunca é um conceito abstrato ou uma palavra meramente ornamental. É um princípio operativo, vivido no Templo e projetado no mundo profano. É no reconhecimento do Outro – diferente, imperfeito, livre – que se realiza a verdadeira obra iniciática.

A Fraternidade exige mais do que tolerância. Exige abnegação, empatia, capacidade de silenciar o ego e de trabalhar para além do interesse individual. Exige que cada Irmão seja, simultaneamente, obreiro de si mesmo e servidor da Humanidade.

Neste sentido, o Dia Internacional da Fraternidade Humana recorda-nos que o nosso trabalho não se esgota na regularidade ritual nem na perfeição formal. Ele ganha sentido quando se traduz em atitudes concretas: na forma como falamos, como escutamos, como discordamos, como acolhemos.

A R.’.L.’. Delta, fiel à sua vocação simbólica e humanista, encontra neste dia uma oportunidade de renovação interior. A Fraternidade que se vive entre Irmãos deve irradiar para fora do Templo, como uma Luz discreta mas firme, capaz de iluminar consciências sem ofuscar.

Num tempo em que a palavra “Irmão” é frequentemente esvaziada de conteúdo, cabe-nos devolver-lhe densidade espiritual. Ser Irmão é reconhecer no outro um espelho de si próprio. É compreender que a elevação individual só é verdadeira quando contribui para a elevação coletiva…

Que este dia não seja apenas lembrado, mas assumido, de forma plena e em cada momento. Que cada Irmão, no recolhimento da sua consciência, renove o compromisso de trabalhar pela Fraternidade e numa prática diária.

Porque, em última instância, a Fraternidade Humana não é um objetivo a alcançar no futuro.
É um caminho a percorrer, passo a passo, em silêncio, com firmeza e com Luz.

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